- Autor: Simone Pedrolli
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Universidades públicas suspendem aulas virtuais em meio ao coronavÃrus
Falta de acesso igualitário à internet de qualidade é desafio para a educação brasileira; instituições privadas dizem aumentar gastos para implementar softwares que permitam a transmissão de aulas.
Os efeitos da pandemia do novo coronavÃrus têm afetado a educação em todo o paÃs. Além da suspensão de aulas para evitar aglomeração e tentar conter a transmissão da doença, diversas instituições encaram o desafio de manter a qualidade do ensino. Ao menos três universidades públicas se manifestaram contra a educação a distância (EAD) como forma de substituir as aulas presenciais, alegando que nem todos os alunos têm acesso à internet de qualidade. Já as particulares se mobilizam contra a redução das mensalidades.
Universidades públicas
Na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), "as aulas em meios digitais não devem substituir as atividades presenciais." A instituição afirma que "a utilização de plataformas virtuais é permitida naquelas turmas que já faziam uso dessa tecnologia anteriormente".
Segundo a UFRJ, aulas práticas não podem ser substituÃdas por ensino a distância. Além disso, nem todos os professores e alunos dispõem de tecnologia e acesso à internet de qualidade para implementar a substituição. A universidade também afirma que pessoas com deficiência (PCDs) precisam de recursos que ainda não podem ser oferecidos na EAD. A instituição deverá repor os dias letivos após o fim da pandemia.
Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a situação se repete. A instituição também decidiu não substituir as aulas presenciais pelas digitais. Um ofÃcio de 20 de março afirma que a "heterogeneidade do corpo discente da UFMG não permite garantir que todos terão acesso frequente e estável aos recursos computacionais necessários para acompanhamento das atividades." A UFMG também deverá repor os dias letivos após a suspensão das aulas devido à pandemia.
A Universidade de BrasÃlia (UnB) decidiu suspender o primeiro semestre letivo de 2020. Segundo a instituição, estão paralisadas as aulas e as avaliações, mesmo que virtuais. O conteúdo será reposto quando a situação da pandemia melhorar. Ainda não há previsão de retorno das aulas.
Universidades particulares
Já as universidades particulares afirmam que não haverá redução da mensalidade devido à s aulas virtuais implantadas para tentar reduzir a transmissão do novo coronavÃrus.
A entidade que representa as mantenedoras do ensino superior do Brasil, Semesp, emitiu nota informando que as instituições mantêm o mesmo número de docentes e que estão aumentando as despesas instalando novos equipamentos tecnológicos, treinando professores e adquirindo licenças de uso de softwares que permitem a transmissão de aulas a distância.
Segundo o Semesp, 75% das matrÃculas no ensino superior do paÃs estão concentradas em faculdades e universidades particulares. São mais de 6 milhões de estudantes matriculados e mais de 390 mil professores e funcionários técnico-administrativos, segundo a instituição.
Fonte: G1
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